Yayoi Kusama + Ron Mueck pt.1

[ESSE POST FOI DIVIDIDO EM DUAS PARTES! ESTA É A 1ª!]

Ops… Um pouquinho ausente pelas correrias de fim de ano, mas quem não estava, não é?

Hoje estou aqui para falar sobre as duas exposições que eu visitei esse ano, em São Paulo! A primeira é da artista japonesa Yayoi Kusama, que esteve em exibição no Instituto Tomie Ohtake. E a outra é do escultor Ron Mueck, aberta para visitação até Janeiro, na Pinacoteca.

Começando pela Kusama, a qual visitei primeiro, creio que no mês de Julho, se não me engano… Em primeiro lugar, posso dizer que o próprio prédio do Instituto Tomie Ohtake te ganha logo à primeira vista. Uma construção grandiosa com traços futuristas e arrojados, uma pena não tê-la fotografado por fora!
Além das salas destinadas à grandes exposições, o Instituto conta com ateliê para diversos cursos, salas para palestras, restaurante, livraria, lojas e etc…
Por ser uma artista muito conhecida, era de se esperar que as filas fossem grandes… Fiquei aproximadamente 1h30 para entrar no Instituto, fora a espera para entrar em cada sala onde estavam distribuídas suas obras. Mas tenho a plena convicção de que valeu cada segundo.

Yayoi Kusama começou a pintar aos 10 anos, fazendo uso do padrão conhecido como Polka Dots, algo que no Brasil se traduz por “Estampa de bolinhas” hahaha! 😛 Ela produzia seus quadros tanto em aquarela, como em giz pastel e também tinta à óleo. Produziu também esculturas, filmes, video-arte, instalações e etc…

A exposição em questão recebeu o nome de “Obsessão Infinita” e é composta em sua maior parte por instalações, mas também conta com algumas telas, esculturas e breves filmes sobre sua vida e sua produção.

O primeiro ambiente que entrei era chamado de “I’m here, but nothing”, e era composto de uma sala de estar comum, com objetos de uso cotidiano, porém, totalmente coberta por adesivos de pontos coloridos e fluorescentes. É possível circular por entre os móveis e objetos, dando assim total imersão ao observador, na obra da artista.

"I'm here, but nothing" 1
"I'm here, but nothing" 2

Logo após sair desta sala, o visitante é conduzido por um corredor repleto de telas feitas por Yayoi.

Telas de Yayoi

É possível perceber a contínua obsessão da artista por bolas e pontos, feitos de maneira compulsiva e repetitiva por todas as suas obras…E claro, muitas cores, algo que eu sempre aprecio em obras!

Depois de passar por este corredor, chegamos a minha sala preferida, chamada “Filled with the Brilliance of Life”:

"Filled with the Brilliance of Life" 1

Já deu pra entender porquê eu amei tanto conhecer essa sala?! Ela é inteira espelhada, o chão também possui espelhos d’água, que criam o caminho a ser percorrido pelos visitantes. Além disso a sala é completamente preenchida por inúmeras lâmpadas penduradas e que mudam de cor! É simplesmente mágico! Eu que sempre fui uma pessoa fascinada por astronomia, planetas, constelações, etc, me senti como se estivesse mergulhando em infinitas estrelas! Gostaria de ter ficado mais tempo ali, observando tudo! Mas o tempo era curto, pois a fila lá fora só aumentava! Hahaha!

"Filled with the Brilliance of Life" 2

Depois de sair deste breve infinito (hehe), fui até uma sala que também estava muito curiosa de ver pessoalmente. Ela é chamada de: “The Obliteration Room”

"Obliteration Room"

Esta instalação consiste em um quarto inteiro pintado de branco, com móveis da mesma cor. Como é uma obra interativa, os visitantes recebem na entrada, uma cartela de adesivos coloridos, e assim vão preenchendo tooooda a sala com esses pontinhos! Infelizmente não consegui uma foto da sala por inteiro, pois estava extremamente lotada! Hahaha!

A produção de Yayoi Kusama tem um significado especial para mim. Utilizei as obras dessa artista como uma das referências artísticas no meu TCC. Sua compulsividade e obsessão por bolinhas e pontos tem muito a ver com a minha própria produção em pontilhismo. Como sou um pouco perfeccionista, gosto que os pontos sejam todos do mesmo tamanho e preenchidos de maneira homogênea… Enfim, estou apenas divagando, mas vejo alguma relação com isso! E gosto muito.

Yayoi Kusama, hoje com 85 anos de idade, sofre de transtorno obsessivo compulsivo desde a infância. Vinda de família repressora e que não valorizava sua produção, escapou do suicídio por insistir na sua arte. Vive há 30 anos em uma clínica psiquiátrica, onde se internou por vontade própria. Atualmente é considerada um dos grandes nomes da Arte Contemporânea, sendo um grande exemplo de artista que faz uso do seu próprio sofrimento para a produção de sua Arte.

Em suma, ter conhecido um pouco de suas obras pessoalmente me emocionou e motivou a dar continuidade e investir ainda mais no que faço. Valeu cada segundo!


Referências: http://www.yayoi-kusama.jp
http://www.institutotomieohtake.org.br/

[Esse post continua…]

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